2014: já está no sangue

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O nome do número 4 do Equador é De La Cruz mas se Garrincha fosse vivo, ele seria apenas mais um João. Assim o gênio das pernas tortas costumava chamar seus marcadores, todos incansavelmente humilhados por seus dribles desconcertantes.
Pois Mané Garricha foi muito bem representado na volta da Seleção Brasileira ao Maracanã. A torcida carioca ficou encantada por Robinho e seu drible “Vai pra lá que eu vou pra cá” ou “Um pra lá dois pra cá”. O nome ainda não foi 100% definido, mas só se fala disso nos blogs, escolas e nas ruas do País.
Uma inacreditável sequência de jogadas que tiveram desde a sua tradicional pedalada, passando por um breque de letra, terminando com uma espetacular ‘puxeta’ de um pé para o outro, que deixou João, quer dizer, La Cruz, na saudade. Para melhorar, a jogada ainda terminou em gol de Elano.
Clique aqui para rever a jogada e o batismo do drible. Robinho ‘tirou onda’ no Maracanã.

O Maracanã estava com saudades da Seleção. A Seleção sentia falta do Maracanã. Foram sete anos de separação, que acabaram nesta quarta-feira, na partida contra o Equador válida pelas Eliminatórias para a Copa de 2010. E o reencontro não poderia ter sido melhor!
A torcida carioca deu um show nas arquibancadas. As mais de 85 mil pessoas que vestiram a camisa do Brasil e pintaram o estádio de amarelo fizeram uma linda festa antes da bola rolar. Na hora do hino, todo mundo soltou a voz e acompanhou a letra do início ao fim. Mão no peito. Lenço para enxugar as lágrimas e veja o vídeo a seguir com o hino cantado no maior coro do futebol brasileiro.
Vendo tudo aquilo, inspiração para os jogadores não iria faltar. E não faltou. Quando Ronaldinho deu seu primeiro drible, a torcida vibrou. Robinho tabelou com Vagner Love e levantou a galera. Mas o primeiro “Uhhhhh!” veio na jogada do centroavante brasileiro, que ganhou do goleiro e chutou na trave.
Já estava na hora de sair o gol. E ele saiu em grande estilo. A bola estava com Ronaldinho na esquerda e o camisa 10 virou o jogo. Robinho dominou de cabeça e passou pra Maicon, que devolveu. Num toque de classe, o ex-jogador do Santos lançou o lateral “tanque”, que engatou a quinta, deu um drible da vaca no zagueiro e cruzou rasteiro para Vagner Love fazer o primeiro gol dele no Maracanã.

O primeiro tempo acabou, mas o show de bola brasileiro estava apenas começando. Atacando para o outro lado, os craques brasileiros se soltaram e criaram lances sensacionais. Ronaldinho Gaúcho olhou para um lado e tocou pro outro. Vagner Love recebeu e quase marcou.
Kaká, que estava sumido, resolveu aparecer arriscando de fora da área. Ronaldinho ficou no meio do caminho e desviou para o gol. 2 a 0 para o Brasil e uma reverência no telão ao “Maestro” da camisa 10.
Se no primeiro chute Kaká contou com a ajuda de Ronaldinho, no segundo ele resolveu apostar na carreira solo. O sucesso foi instantâneo. Bola na gaveta, um golaço verde e amarelo para dar ainda mais alegria aos torcedores. A torcida não quis nem esperar a votação da Fifa e elegeu o jogador como o ‘Melhor do Mundo’.
Já estava 3 a 0, todo mundo estava feliz, mas Robinho ainda queria aprontar a sua. Ele levou a bola pela esquerda e deixou o lateral De la Cruz tontinho. Foi drible pra cá, drible pra lá e o craque brasileiro fez mágica ao achar espaço onde ninguém via. Depois de uma jogada linda, o cruzamento para Elano pegar de voleio com a precisão de sua chuteira T90 branca.

Os chutes de longe estavam dando certo e Kaká pensou: Porque eu não arriscar mais uma? Ele arriscou e se deu bem. Desta vez quem deu uma mãozinha foi o goleirão Viteri, que não segurou uma bola que veio fraquinha, fraquinha. O jogador brasileiro ficou até constrangido numa comemoração contida pelo frango do equatoriano.
Fecha a conta! A festa estava completa. Sete anos depois, a Seleção Brasileira repetiu o placar da última partida que havia feito no Maracanã. No ano 2000, 5 a 0 na Bolívia, pelas Eliminatórias para a Copa de 2002. Daquela vez, fomos para o Mundial e conquistamos o Penta. Bom sinal, né?
Agora, que venham o Peru e o Uruguai, em novembro. E que na partida contra os uruguaios, os paulistas pintem o Morumbi e façam também uma grande festa para ver mais um show brasileiro.

(fotos: CBF e Nike)

É só olhar para as arquibancadas. Com os times bem, disputando títulos, ou com eles lá embaixo, elas estão sempre lotadas. Um mar rubro-negro no Maracanã. Uma avalanche alvinegra no Pacaembu.
E com isso, mais uma vez, as torcidas do Flamengo e do Corinthians foram confirmadas como as maiores do Brasil. Uma pesquisa do Instituto Sensus divulgada esta semana mostrou que 14,4% dos brasileiros torcem, sofrem e vibram pelo Mengão. Logo atrás, com 10,5%, vem a fiel torcida, que é louca pelo Timão.
Como no passado, flamenguistas e corintianos seguem firme na ponta. O motivo? Um sentimento diferente, que se torna um estilo de vida e leva os torcedores a viverem pelos times e fazerem loucuras por eles, como vimos nas demonstrações de Amor à Camisa aqui no blog.
Os adversários que se contentem em disputar o terceiro lugar porque Flamengo e Corinthians têm, e sempre terão, as maiores torcidas do Brasil!

A briga pela camisa 9 da Seleção Brasileira tende a esquentar em 2008. Pode ser a chance de Alexandre Pato conquistar seu lugarzinho entre os convocados de Dunga no ano que vem. O técnico da seleção, que antes havia deixado de lado a possibilidade de convocar o ex-jogador do Internacional, agora já considera a questão.
“O menino é promissor, gosto muito do futebol dele. No momento que ele estiver jogando pelo Milan, vai ter sua oportunidade”, disse o treinador. Como Pato só vai começar a jogar pelo time italiano no ano que vem, só poderemos vê-lo com a camisa amarela em 2008. Mas vai valer a pena esperar…

Ronaldinho é gaúcho, como todo mundo sabe e ele é internacionalmente conhecido. Mas o Rio de Janeiro tem um lugar grande no coração do craque.
“Tenho lembranças muito boas do Rio. Joguei no Maracanã ao lado de Romário, jogador que sempre me deu muita força e é um dos responsáveis por eu ter chegado onde cheguei”, disse o jogador, concentrado no hotel da Seleção Brasileira.
“Sempre passei férias aqui. Os treinos todos das seleções de base eram por aqui. Eu ainda passei um período mantendo a forma no Bangu quando saí do Grêmio. E até meu filho é carioca”, relembra o 10R.
Só tem um momento em que Ronaldinho nega qualquer identidade com a Cidade Maravilhosa. Quando perguntado qual time torce no Estado, responde sem titubear.
“Sou Grêmio até no Rio de Janeiro.”

A Seleção Brasileira treinou na Gávea na semana de preparação para o jogo contra o Equador. Para 10 membros da delegação, brasileira o Flamengo não é um mundo desconhecido, pelo contrário, é quase uma segunda casa.
Puxando a fila está o goleiro Julio Cesar, no clube desde os 10 anos de idade, e ídolo da torcida. “Sou muito bem recebido aqui. Saí pela porta da frente e tenho muitos amigos e uma história muito legal”, disse o goleiro da Inter de Milão.
Outro reconhecido como um dos melhores do mundo na posição é Juan. Agora na Roma, o zagueiro é também ‘cria’ da Gávea, confirmando a máxima que “craque, o Flamengo faz em casa”.
Para fechar a lista de jogadores com passagem pelo Mengão, o lateral-esquerdo Gilberto.
Mas nem só de atletas vive a turma de ex-rubro-negros. A começar pelo auxiliar técnico Jorginho, lateral-direito da equipe na época em que jogou no Brasil.
Além dele, o supervisor Américo Faria, os médicos José Luiz Runco e Serafim Borges, o preparador físico Paulo Paixão, o roupeiro Deni e o assessor de imprensa Rodrigo Paiva já trabalharam no time carioca.
A lista tem 10 pessoas. Mas como um time de futebol precisa de 11, durante o treino na Gávea, uma surpresa. O jovem Marcelo Valverde (foto), que joga pelo time sub-20 do Fla, realizava um sonho: treinar com a seleção brasileira!
Ele aproveitou que o titular da posição só fez um trabalho leve e, ao lado de Doni, defendeu o gol nos treinos de finalização e em um recreativo disputado em apenas uma metade do campo.
Com apenas 17 anos, Marcelo nunca havia vestido a camisa da seleção e não se conteve quando soube da notícia. “Soube que viria treinar com eles de manhã e comecei a pular sozinho em casa”, revela.
Pra completar a tarde inesquecível, Marcelo ainda pôde ficar lado a lado com Júlio César, um de seus grandes ídolos. “É um cara que me inspira muito. Um grande goleiro”.

Um show em três atos. O vídeo de bastidores durante um comercial gravado há alguns meses pela Nike na Espanha deu o que falar no mundo da web nos últimos dias.
Nele, Ronaldinho Gaúcho aparece com a bola no pé e, mesmo sem aparecer no quadro, acerta a bola na cesta de canhota para delírio dos figurantes e do diretor do comercial, que o reverencia. Foi apenas um ensaio, nem valendo ainda estava, mas a bola foi lá dentro!
Primeiro, veja o tal vídeo polêmico.
Agora, dá só uma olhada no que disse Ronaldinho durante os treinos, confirmando o seu feito.
E, por último, veja o resultado final do comercial, que reuniu outras duas feras do esporte além de 10R, o tenista Rafael Nadal e o jogador de basquete da NBA Pau Gasol.
“Mais importante do que vencer a Copa América é voltar a jogar aqui no Brasil. E mais importante que isso é ver a torcida demonstrando todo seu amor pela seleção brasileira.” Palavras do técnico Dunga, que não esconde a expectativa pelo jogo de quarta-feira, contra o Equador, no Maracanã.
Será uma volta para matar a saudade do torcedor brasileiro, que não vê o time por aqui desde 2005, e principalmente do torcedor carioca, que espera um jogo da seleção desde o ano 2000.
Além de tudo isso, a partida também será a primeira de Dunga no comando da seleção diante de sua própria torcida. O técnico já dirigiu o time em 21 jogos, todos no exterior. E a estréia logo no Maracanã terá um gostinho ainda mais especial. “Não só pra mim. Todos os jogadores e a comissão técnica esperavam esse momento de voltar a jogar em casa. E todos os ingressos foram vendidos em três dias! Agora queremos ver aquela bonita festa que só o torcedor brasileiro sabe fazer”, completou.
O auxiliar Jorginho, que quando era jogador defendeu o Flamengo por muitos anos e fez vários jogos no Maracanã, também falou sobre a expectativa pelo jogo contra o Equador. “Eu que sou carioca tenho um sentimento especial por jogar no Maracanã. É um palco mundial do futebol e sempre é um prazer pra todos jogar nesse estádio”.
Nova camisa
Para comemorar a volta da seleção ao Maracanã, a Nike lançou uma nova camisa para a torcida brasileira. Com o desenho do estádio e das ruas em volta dele, além da latitude e longitude exatas do círculo central do campo, a camisa terá um preço especial, acessível, para que todos possam comprá-la.
O modelo adulto custará R$ 60,00 e o infantil R$ 50,00. A novidade já está nas lojas para todos que quiserem guardar uma lembrança deste jogo especial. E os paulistas também terão a sua. Em novembro, quando a seleção jogar contra o Uruguai no Morumbi, a Nike lancará mais uma camiseta comemorativa. Vai virar item de colecionador!